Doença de Parkinson
Parkinson tem cura? O que o tratamento consegue fazer
O Parkinson não tem cura, mas medicamentos, fisioterapia e, em casos selecionados, DBS ajudam a controlar sintomas e manter autonomia.

Não existe cura para a doença de Parkinson. O tratamento controla os sintomas, reduz complicações e ajuda a manter a autonomia no dia a dia.
Como o tratamento farmacológico atua
No Parkinson, há falta de dopamina no cérebro, uma substância que ajuda a coordenar os movimentos. Medicamentos como a levodopa repõem essa dopamina e costumam reduzir tremor de repouso, rigidez e lentidão dos movimentos, chamada bradicinesia.
O ajuste das medicações é sempre individual e gradual, feito pelo neurologista conforme a resposta e possíveis efeitos adversos, como as discinesias, que são movimentos involuntários que podem aparecer com o tratamento. Evite automedicação e converse com o seu médico antes de mudar qualquer remédio.
O objetivo é melhorar os sintomas para facilitar atividades como caminhar, vestir-se e escrever. Para entender o diagnóstico e opções atuais, veja uma visão geral em Doença de Parkinson: diagnóstico e tratamentos avançados.
Papel da fisioterapia e do exercício
Fisioterapia e exercícios regulares complementam os remédios. Alongamento e fortalecimento ajudam na rigidez e no equilíbrio. Atividades aeróbicas, como caminhada ou hidroginástica, podem reduzir a bradicinesia. Em cada fase, o fisioterapeuta adapta metas e treinos para segurança e ganho funcional.
Fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento com nutricionista e psicólogo também podem ser indicados conforme as queixas, sempre alinhados pelo neurologista.
Quando considerar a estimulação cerebral profunda, DBS
A estimulação cerebral profunda, conhecida como DBS, pode ser considerada quando há flutuações motoras importantes ou discinesias que não ficam bem controladas apenas com remédios. A DBS não cura o Parkinson. Ela usa eletrodos posicionados em áreas específicas do cérebro, conectados a um gerador semelhante a um marca-passo, para estabilizar os circuitos do movimento e controlar sintomas.
A indicação depende de avaliação detalhada, com exame neurológico, testes em “on” e “off” dos remédios e exames de imagem. Depois da cirurgia, é feita a programação, que são ajustes do estimulador no consultório ao longo do tempo. O Dr. Felipe Saba realiza a avaliação para DBS e a programação do dispositivo quando indicada. Para uma explicação completa sobre candidaturas, etapas e cuidados, leia Estimulação cerebral profunda, indicações e cuidados.
Manejo de sintomas não motores
Além dos sintomas motores, muitas pessoas têm sintomas não motores, como depressão, alterações do sono, constipação e dor. Esses sintomas não são “menos importantes” e devem ser discutidos na consulta. O neurologista pode ajustar o plano terapêutico e, quando necessário, encaminhar para outras especialidades. Um cuidado multidisciplinar melhora o bem-estar geral e a qualidade de vida.
Quando procurar o pronto-socorro
- Sinais de AVC, como boca torta, fraqueza ou dormência de um lado do corpo e fala enrolada.
- A pior dor de cabeça da vida.
- Convulsão.
- Perda súbita de força ou de fala.
- Confusão que começa de repente.
Nessas situações, vá imediatamente ao pronto-socorro ou ligue 192 para o SAMU.
Próximos passos e consulta com neurologista
O acompanhamento periódico com o neurologista permite ajustar medicações, antecipar e tratar complicações e discutir, no tempo certo, terapias avançadas como a DBS. Para conhecer as abordagens de cuidado, acesse a página do consultório sobre o tema: Doença de Parkinson.
Conheça a página sobre doença de Parkinson do Dr. Felipe Saba.
O Dr. Felipe Saba, CRM-SP 140260, RQE 76598, é neurologista com foco em distúrbios do movimento, médico colaborador do Ambulatório de Distúrbios do Movimento da Unicamp. Atende em Campinas, Bragança Paulista e Amparo, além de teleconsulta. Se desejar orientação personalizada para o seu caso ou de um familiar, é possível agendar pelo botão de WhatsApp do blog.
Referências
- Postuma RB et al. 2015. MDS clinical diagnostic criteria for Parkinson's disease. Movement Disorders
- Fox SH et al. 2018. International Parkinson and Movement Disorder Society evidence-based medicine review: update on treatments for the motor symptoms of Parkinson's disease. Movement Disorders
- Deuschl G et al. 2006. A randomized trial of deep-brain stimulation for Parkinson's disease. New England Journal of Medicine