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Dr. Felipe Saba

Distúrbios do movimento

Cirurgia de DBS para Parkinson: quem pode fazer

Pacientes com Parkinson avançado que não controlam sintomas bem com medicamentos e mantêm boa resposta à levodopa podem ser candidatos à DBS após avaliação.

Cirurgia de DBS para Parkinson: quem pode fazer

Quem pode fazer a cirurgia de DBS para Parkinson são pacientes com doença de Parkinson confirmada que, mesmo com os remédios ajustados, têm flutuações motoras importantes e discinesias incapacitantes, mas ainda apresentam boa resposta à levodopa. É preciso também não haver demência avançada, nem transtornos psiquiátricos descompensados, e as condições clínicas devem permitir uma cirurgia. A indicação final vem de uma avaliação especializada e individualizada.

Critérios clínicos para indicação de DBS

A estimulação cerebral profunda, ou DBS, é um tratamento que ajuda a controlar sintomas motores. Ela não cura o Parkinson. Em geral, os principais critérios considerados são:

  • Diagnóstico confirmado de doença de Parkinson idiopática. O quadro típico inclui bradicinesia, muitas vezes com tremor de repouso e rigidez. Quando há dúvida diagnóstica, a cirurgia deve ser adiada até esclarecer. Saiba mais sobre como o diagnóstico é feito em Doença de Parkinson: diagnóstico e tratamentos avançados.
  • Flutuações motoras e discinesias incapacitantes apesar de medicações otimizadas. São os períodos de “desligar” e “ligar” que atrapalham muito o dia a dia, além de movimentos involuntários causados pelo tratamento.
  • Boa resposta à levodopa. Em geral, quem responde bem à levodopa tende a responder melhor à DBS. Essa resposta é avaliada em consulta. Não ajuste ou suspenda medicamentos por conta própria. Sempre converse com o seu médico antes de mudar qualquer remédio.
  • Tremor difícil de controlar apesar dos remédios. Tremor que não cede às medicações pode melhorar com DBS, quando há os demais critérios. Se o tremor é o único sintoma, sem lentidão, pode ser outra condição, como tremor essencial. Veja diferenças em Tremor essencial: causas, diagnóstico e o que diferencia do Parkinson.

Se você quer uma visão geral do que o tratamento consegue alcançar, inclusive limitações, vale ler Parkinson tem cura. O que o tratamento consegue fazer.

Avaliação pré-operatória

Antes de indicar a cirurgia, o neurologista realiza uma avaliação estruturada. O objetivo é confirmar o diagnóstico, medir o impacto dos sintomas, avaliar segurança e alinhar expectativas.

  • Consulta neurológica detalhada. História clínica, exame neurológico e padronização da resposta à medicação para entender o padrão de benefício e de efeitos adversos.
  • Exames de imagem. A ressonância do encéfalo auxilia no planejamento cirúrgico e na exclusão de alterações que elevem o risco.
  • Avaliação neuropsicológica. Identifica problemas de memória, atenção e comportamento. Demência avançada costuma contraindicar a DBS para Parkinson.
  • Condições clínicas gerais. Avaliação cardiológica, risco anestésico e controle de comorbidades, como pressão alta e diabetes.
  • Expectativas e objetivos. A DBS ajuda a reduzir flutuações, discinesias e tremor, e pode permitir reduzir doses em alguns casos. Ela não interrompe a progressão da doença. Os ajustes do estimulador são feitos em consultório e exigem acompanhamento regular. Um panorama prático das etapas está em Estimulação cerebral profunda: indicações e cuidados.

Para entender como é feita a seleção de candidatos e o passo a passo, você pode consultar também a página de serviço do Dr. Felipe Saba sobre avaliação para DBS.

Contraindicações e limitações

  • Demência avançada ou comprometimento cognitivo importante. A cirurgia tende a trazer menos benefício e pode piorar autonomia e humor.
  • Transtornos psiquiátricos não controlados, como depressão grave, ansiedade intensa ou psicose ativa. É fundamental estabilizar primeiro com o psiquiatra.
  • Doenças clínicas que aumentam o risco cirúrgico, como problemas cardíacos graves, distúrbios de coagulação ou infecções ativas.
  • Diagnósticos que não são Parkinson idiopático ou parkinsonismos atípicos, que em geral respondem pouco à DBS.
  • Expectativas irreais. A DBS não devolve o estado “normal” e não substitui o tratamento clínico. Ela complementa o tratamento para controlar sintomas motores.

Próximos passos após a indicação

  • Planejamento e consentimento. A equipe explica benefícios, riscos e alternativas, e define o alvo cerebral e a estratégia cirúrgica. O consentimento informado é essencial.
  • Implante e recuperação. Após a cirurgia, o gerador é ligado e começa a fase de programação, com ajustes em consultório ao longo das primeiras semanas.
  • Programação e ajustes periódicos. O estimulador é ajustado pelo neurologista para equilibrar controle dos sintomas e efeitos colaterais. As consultas de seguimento continuam, e os remédios podem ser revistos pelo médico conforme a resposta. Não mude nada sozinho. Sempre converse com o seu médico antes de alterar medicações.
  • Reabilitação e rotina. Fisioterapia, fonoaudiologia e atividade física ajudam a potencializar os ganhos funcionais.

Quando procurar o pronto-socorro

Vá ao pronto-socorro imediatamente ou ligue 192 se houver um ou mais dos seguintes sinais de alerta:

  • Boca torta, fraqueza ou dormência em um lado do corpo.
  • Fala enrolada ou dificuldade súbita para falar ou entender.
  • A pior dor de cabeça da vida.
  • Convulsão.
  • Perda súbita de força, visão ou confusão que começa de repente.

Como o Dr. Felipe Saba pode ajudar

O Dr. Felipe Saba, neurologista CRM-SP 140260, RQE 76598, é especialista em distúrbios do movimento, com formação em fellowship no Instituto Carlo Besta, em Milão, e atua como médico colaborador do Ambulatório de Distúrbios do Movimento da Unicamp. Ele realiza a avaliação para DBS, acompanha o pré e o pós-operatório e faz a programação do estimulador. Atende em Campinas, Bragança Paulista e Amparo, e também por teleconsulta.

Conheça a avaliação para DBS com o Dr. Felipe Saba.

Se você ou um familiar tem Parkinson e quer saber se a DBS é uma opção, agende uma consulta com o Dr. Felipe Saba pelo botão de WhatsApp do blog.

Referências